Capitania Fluvial vai apurar acidente com barcaça na ponte sobre o Rio Paraguai

A embarcação fazia parte de um comboio de 11 barcaças atracadas às margens do rio que no momento registrava ventos de até 70 quilômetros por hora.

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17 nov 2016 Por Erik Silva 8h43
Barcaça se desprendeu da margem e ficou à deriva, até se chocar contra uma estrutura ao lado do pilar de sustentação da ponte

Barcaça se desprendeu da margem e ficou à deriva, até se chocar contra uma estrutura ao lado do pilar de sustentação da ponte

Corumbá (MS)- A Capitania Fluvial do Pantanal, abriu inquérito para apurar o acidente que ocorreu na última terça-feira (15), quando uma barcaça que segundo informações estaria amarrada à margem do rio, se desprendeu durante uma forte chuva e se chocou contra uma estrutura que fica ao lado de um dos pilares de sustentação da Ponte. A embarcação fazia parte de um comboio de 11 barcaças atracadas às margens do rio que no momento registrava ventos de até 70 quilômetros por hora.

Apesar do choque, a concessionária responsável pela ponte informou que não houve danos a estrutura física e que o tráfego não precisou ser interrompido. Entre um pilar e outro, são 110 metros de comprimento, por isso é permitido passar apenas quatro barcaças mais o rebocador por vez, que juntos somam 25 metros de comprimento. Enquanto o rebocador faz a viagem, o restante do comboio fica atracado às margens do rio amarrado às árvores. Segundo o engenheiro André Garcia, responsável pela ponte, esse tipo de atracagem é irregular.

“Já está sendo recorrente esse tipo de situação. Apesar de ser muito comum essa amarração nas margens do rio para desmembramento, é uma ação irregular porque não tem ação da capitania fluvial da Marinha para determinar a forma correta de ser feita”, afirmou Garcia.

A ponte sobre o rio Paraguai é o único acesso rodoviário que liga Corumbá ao restante de Mato Grosso do Sul. Uma colisão de barcaças com a estrutura da ponte, além de ser perigoso para quem trafega por lá, pode causar prejuízos para a economia da região.

Em agosto de 2014, houve um episódio parecido: uma barcaça se chocou com um dos pilares da ponte. Ela também se soltou do comboio. O acidente danificou a estrutura da ponte que recuou cerca de 19 centímetros. Na época, caminhões pesados não podiam trafegar no trecho porque havia risco de desmoronamento. Muitos caminhoneiros perderam dinheiro.

A Capitania Fluvial da Marinha deve investigar o caso. Segundo as normas e procedimentos da Capitania Fluvial do Pantanal, as barcaças devem ser amarradas e desmembradas em locais definidos pela Marinha do Brasil. Os comandantes dos rebocadores são os responsáveis por essa amarração. A fiscalização é feita durante inspeções navais.

No final da tarde desta quarta-feira (16), a Marinha do Brasil publicou uma nota informando que “as questões de segurança física da ponte e a existência de estruturas adequadas para as amarrações das barcaças não são de responsabilidade da Marinha do Brasil”, e que “a Capitania Fluvial abriu um procedimento administrativo, a fim de apurar as causas e possíveis responsáveis”, afirmou.

(Com informações G1)

 

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