CCJR dá aval para Assembleia de MS criar CPI de funcionários fantasmas

Aval da comissão foi enviado ao presidente do Legislativo, Junior Mochi.
Paulo Corrêa e Felipe Orro apresentaram defesa sobre gravação.

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09 nov 2016 Por G1 8h57
Projeto foi aprovado por unanimidade (Foto: Roberto Higa/Assembleia Legislativa)

O próximo passo é ouvir o pastor evangélico que é dono do telefone celular onde a conversa foi gravada (Foto: Roberto Higa/Assembleia Legislativa)

A Comissão de Constituição, Justiça e Redação Final (CCJR) deu parecer, nesta terça-feira (8), para que a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul crie uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a existência de funcionários fantasmas na Casa. Enquanto isso, ainda está rendendo na Casa a conversa gravada entre dois políticos falando do ponto fictício.

Paulo Corrêa (PR) e Felipe Orro (PSDB) foram rápidos na defesa, que já está na corregedoria da Assembleia. Agora, os documentos serão analisados para que a apuração sobre as gravações telefônicas siga em frente. Nessa investigação, os dois deputados podem ser advertidos verbalmente, suspensos ou até mesmo cassados.

O próximo passo é ouvir o pastor evangélico que é dono do telefone celular onde a conversa foi gravada. Felipe Orro teria usado esse aparelho para fazer a ligação ao deputado Paulo Corrêa. O deputado Zé Teixeira (DEM), que é citado na gravação, também deverá ser ouvido.

Na conversa, Paulo Corrêa diz a Felipe Orro que ambos tem muitos assessores, o que poderia causar problemas com outros deputados e fala sobre o democrata Zé Teixeira.

Paulo Corrêa: Eu acho que quem tá falando mais que a boca é o Zé Teixeira. Eu não posso acusar ainda porque eu não tenho provas.
Felipe Orro: Tá.
Paulo Corrêa: Desde o começo ele invoca que eu e você temos mais do que precisa, lembra? Ele fala pra todo mundo isso.
Felipe Orro: Urrum.
Paulo Corrêa: E é um avanço que nós conseguimos e ele não tem. Vai tomar no c… dele, esse babaca, idiota, certo?
Felipe Orro: Urrum.

Zé Teixeira é o 1º secretário da Assembleia e responsável por autorizar os pagamentos da Casa. “Eu disse que todos teriam direitos iguais, nenhum teria direito mais do que os outros. E a mim, eu não senti atingido”, declarou o deputado democrata.

Nesta terça-feira (8), mais um ingrediente que deveria preocupar os deputados. A CCJR deu sinal verde para a criação de uma CPI para apurar a existência de funcionários fantasmas e nepotismo na Assembleia.

“Ela é pertinente. O parecer da CCJ recomenda algumas precauções à presidência da Casa. Esperamos que o presidente possa utilizar dessas recomendações para que o processo cumpra todo rito legal”, destacou o deputado Beto Pereira, membro da CCJR.

O aval da comissão foi enviado ao presidente da Assembleia, Junior Mochi (PMDB), que ao contrário do que costuma fazer após as sessões, não deu entrevista.

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