Em comício com André e Marun, policial saca arma e ameaça atirar

Comício com cerca de mil pessoas na noite desta sexta-feira (23) terminou em confusão, em Iguatemi – município distante 466 quilômetros de Campo Grande. Um policial civil que assistia ao comício de um candidato a prefeitura da cidade, sacou uma arma e ameaçou atirar. No palanque estavam o candidato a prefeito Carlos Adão Nogueira Lopes, o Carlinhos […]

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24 set 2016 Por Campo Grande News 11h20
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Candidato a prefeito Carlos Adão Nogueira Lopes discursando durante comício. (Foto: Reprodução/ Facebook)

Comício com cerca de mil pessoas na noite desta sexta-feira (23) terminou em confusão, em Iguatemi – município distante 466 quilômetros de Campo Grande. Um policial civil que assistia ao comício de um candidato a prefeitura da cidade, sacou uma arma e ameaçou atirar.

No palanque estavam o candidato a prefeito Carlos Adão Nogueira Lopes, o Carlinhos (PMDB) da coligação “Iguatemi no coração da gente”, o ex-governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, o deputado federal CarlosMarun, todos do PMDB também, além do deputado estadual Lídio Lopes (PEN).

Segundo o delegado regional, Claudineis Galinari, o policial estava de plantão, mas deixou a delegacia e foi até o comício, que ocorria no bairro Vila Operária, no município. No local, uma confusão teria começado depois que o agente passou a xingar os políticos que estavam no palanque.

Uma pessoa que estava no local, mas preferiu não se identificar, disse ao Campo Grande News, que o agente teria chamado André e Marun de corruptos ladrões, e feito uma referência à operação da Polícia Federal, Lama Asfáltica.

Após ser vaiado pelas pessoas que assistiam ao comício, o policial teria se exaltado, sacado a arma carregava e ameaçado atirar. No entanto, em meio a confusão, o agente teria fugido do local, sem fazer nenhum disparo.

Conforme o delegado, o caso foi registrado como ameaça, perturbação de sossego e trabalho, além de injuria. O policial responderá a um processo administrativo e outro criminal, referente ao fato.

Segundo Galinari, ele pode receber uma advertência, ser suspenso e até expulso e perder o cargo na Polícia Civil do Estado.

Fim do comício – Marun e André não estavam com seguranças. O deputado federal relata que no momento do ocorrido a maior preocupação dele era com as pessoas por conta da correria e tumulto. “Na hora a gente não fica com muito medo. Mas, tinha muita criança e teve tumulto, a gente ficou preocupado. Foi gravíssimo o que aconteceu”, declarou Marun.

Para o parlamentar, o policial civil foi enviado ao local por um adversário para causar confusão. “Ele me desacatou e desacatou o governador e neste momento as pessoas foram para cima dele, só então ele sacou a arma. Para mim ficou muito claro que foi um ato político, que ele era um agente provocador”.

Marun conta ainda que depois do tumulto, parte do público voltou para a frente do palco e o candidato terminou o comício, com a participação do deputado e do ex-governador.

“Depois de tudo nós entramos em contato com o chefe da Polícia Civil [delegado-geral Marcelo Vargas] e ele enviou o delegado de Naviraí para que pudéssemos registrar boletim de ocorrência. Vou comunicar à Câmara Federal também, uma vez que sou um parlamentar, e estamos avaliando se teremos de rever a nossa segurança”, completou.

Repúdio – No Facebbok, o candidato a prefeito de Iguatemi, Carlos Adão Nogueira Lopes, divulgou uma nota de repúdio ao ocorrido. “A coligação Iguatemi no coração da gente repudia toda e qualquer forma de violência, pois entende que vivemos em uma democracia e a população tem o direito de acompanhar as atividades de seus candidatos em segurança, bem como o direito de escolher seus representantes”, escreveu.

André Puccinelli afirmou, por meio da assessoria de imprensa, que quer deixar claro que o policial deixou o plantão para ir até o comício. No mais, ele disse que tudo que o tinha para relatar consta no boletim de ocorrência.

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