Empresa investigada pela PF ganha aditivo de R$ 9,3 milhões da Prefeitura de Corumbá

Este é o terceiro termo aditivo ao contrato concedido pela Prefeitura de Corumbá para A.L.S

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09 nov 2016 Por Erik Silva 15h26
Terceiro termo aditivo foi assinado no dia 04 de novembro e publicado no Diário Oficial desta quarta-feira / Reprodução

Terceiro termo aditivo foi assinado no dia 04 de novembro e publicado no Diário Oficial desta quarta-feira / Reprodução

Corumbá (MS)- Publicado no Diário Oficial de Corumbá nesta quarta-feira (9), o terceiro termo aditivo sobre o contrato firmado entre a Prefeitura Municipal e a Empreiteira A.L. dos Santos & Cia Ltda. O suporte aditivado ao contrato é de R$ 9.327.879,32 (Nove Milhões, trezentos e vinte e sete mil, oitocentos e setenta e nove reais e trinta e dois centavos), com a validade do contrato sendo prorrogada ainda por mais 12 meses.

Segundo o contrato firmado pela prefeitura por meio da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos, a prestação de serviços da contratada se refere a; “Obra/Serviços de Manutenção, Restauração e Conservação das vias, travessões com revestimento primário, existentes no município de Corumbá-MS”.

O documento traz em sua justificativa para que o montante milionário fosse concedido a empresa o seguinte termo; “o aporte financeiro é necessário para satisfazer a obrigação assumida”.

A empresa em questão, é de propriedade de André Luís dos Santos, mais conhecido no ramo dos negócios como André “Patrola”, ele ganhou notoriedade no âmbito da Operação Lama Asfáltica, investigação que denunciou um esquema de fraude em licitações no estado entre os anos de (2007-2014).

Na época, o relatório da PF indicou que, em 2002, 13 anos atrás, André dos Santos era dono de uma empreiteira que geria tímidos movimentos financeiros, contudo, em 2007, fundou a A.L. dos Santos. Desde então, Santos ingressou no rol dos empreiteiros que mais vencem as licitações por obras milionárias. Ainda em 2007, a nova empresa, diz a PF, vencera concorrência que exigia o uso de caminhões na pavimentação de vias, no entanto, o empreiteiro não tinha tais veículos. A evolução patrimonial do empreiteiro também é questionada em relatório da PF. (Com informações Midiamax)

CONTRATOS MILIONÁRIOS

rescisao2Este não é o único contrato milionário mantido pela empresa ALS com o município de Corumbá, a empresa já manteve contrato de prestação de serviços no âmbito de “poda de árvores e manejo de áreas verdes no município ”. Apesar da atual administração ter proporcionado a referida empresa três termos de aditivos milionários para prestação do serviço, o contrato com a ALS foi anulado justamente no auge em que as investigações da PF começaram a mirar os contratos milionários da empresa com prefeituras.

Na época, o poder executivo  alegou que o contrato havia sido rescindido pois a empresa não estaria prestando o serviço de acordo com os termos acordados em contrato.

Contrato foi rescindido seis meses após receber terceiro termo aditivo ao contrato

Contrato foi rescindido seis meses após receber terceiro termo aditivo ao contrato

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