Empresários de MS morrem em emboscada de pistoleiros

Uma das vítimas era filho de ex-presidente da Câmara de Mundo Novo. A Polícia do Paraguai investiga a execução de Jhoni Reis Fernandes Oliveira, 33 anos, e Jairo de Castro Alves, 44 anos, moradores de Mundo Novo. Eles foram mortos no começo da tarde de ontem na cidade de Salto del Guairá, que fica a 20 quilômetros […]

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29 set 2016 Por Correio do Estado 9h01

Uma das vítimas era filho de ex-presidente da Câmara de Mundo Novo.

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Veículo onde estavam Jhoni Oliveira e Jairo Alves – Foto: César Galeano / César Galeano Repórter

A Polícia do Paraguai investiga a execução de Jhoni Reis Fernandes Oliveira, 33 anos, e Jairo de Castro Alves, 44 anos, moradores de Mundo Novo. Eles foram mortos no começo da tarde de ontem na cidade de Salto del Guairá, que fica a 20 quilômetros da cidade sul-mato-grossense.

Jhoni é filho do ex-presidente da Câmara de Mundo Novo, Sebastião dos Reis Oliveira, conhecido como Tião Barbudo. Jairo é filho do dono do jornal Tribuna do Povo, que circula na região sul do Estado, Jairo de Lima Alves.

Os tiros foram disparados por homens que estavam em Fiat Palio, prata. As vítimas seguiam de caminhonete pela Avenida Bernardino Caballero e foram abordadas na esquina da Rua Ypacarai. Os pistoleiros desceram do veículo que estavam atirando e logo depois fugiram.

Foram encontrados 36 cápsulas de armas 9 milímetros e .40. O agente fiscal Lorenzo Lescano atendeu a ocorrência e concedeu entrevista ao site César Galeano Repórter. “Uma das vítimas chegou a ser levada para o Hospital Regional, mas faleceu. Eles são de nacionalidade brasileira, mas estavam portando documentação paraguaia”, disse, em entrevista.

Jhoni e Jairo eram empresários em Mundo Novo. Não foi divulgado se há suspeitas do motivo da execução.

INVESTIGADO

Durante a Operação Prometeu, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), realizada em 2014, Jhoni Reis Fernandes Oliveira estava entre os investigados. Na época, 19 pessoas foram presas e outras 12 não foram localizadas, entre elas estava Jhoni.

A investigação apontou que o grupo criminoso usava carretas roubadas para transportar cigarros contrabandeados, armas, munições, medicamentos e eletrônicos. O esquema estava sediado em Mundo Novo.

De acordo com o site Diário de Cuiabá, Jairo de Castro Alves foi investigado na Operação Hidra, da Polícia Federal de Maringá (PR), em 2015. Essa ação atuou contra quadrilha que fazia transporte de mercadorias contrabandeadas e chegava a ter policiais rodoviários no esquema.

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