Estado investe R$ 15 milhões e recupera 256 pontes e 505 quilômetros de estradas no Pantanal de Corumbá

Os investimentos em infraestrutura com recursos do Fundersul, em menos de dois anos, somam R$ 15.983.160,41

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19 nov 2016 Por Redação 7h33
Ao todo foram recuperadas 256 pontes que dão acesso ao Pantanal / Foto: Silvio Andrade

Ao todo foram recuperadas 256 pontes que dão acesso ao Pantanal / Foto: Silvio Andrade

O Governo do Estado vem garantindo o acesso permanente à Estrada Parque (MS-184 e MS-228), um dos principais destinos de ecoturismo de Mato Grosso do Sul, e às fazendas de gado no Pantanal de Corumbá, município com a maior porção do bioma, com a recuperação e manutenção de pontes de madeira e estradas não pavimentadas. A ação governamental fortalece a economia local, sustentada na pecuária de corte e turismo

Os investimentos em infraestrutura com recursos do Fundersul, em menos de dois anos, somam R$ 15.983.160,41, e os contratos de manutenção deverão ser renovados ainda neste mês de novembro. A maior obra foi a reconstrução da ponte do Nabileque, de 117 m, cuja estrutura (esteios de sustentação) estava comprometida. A ponte dá acesso ao Pantanal do Nabileque, entre Corumbá e Porto Murtinho, e ficou interditada por duas semanas.

“O governo do Reinaldo (Azambuja) vem cumprindo com a classe produtora do Pantanal, fazendo de um limão uma limonada nesse período de dificuldades da nossa economia”, destacou o produtor rural e presidente da Faems (Federação das Associações Industriais de MS), Alfredo Zamlutti. “Eu ando há 40 anos naquela região e nunca vi as estradas tão boas e transitáveis como agora. É uma conta simples: o governo nos dá condições de aumentar e escoar a produção e o Estado arrecada mais”, acrescentou.

Escoamento

A Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) atendeu a todas as demandas na região, recuperando e mantendo 256 pontes de madeira, com extensão total de 4.500 metros, e 505 quilômetros de estradas vicinais. Somente na Estrada-Parque, foram reformadas 57 pontes, entre o Buraco da Piranha (trevo com a BR 262) e Porto da Manga. Além da contemplação da natureza, a estrada é usada para o escoamento da produção bovina.

“A trafegabilidade está excelente”, atesta o presidente do Sindicato Rural de Corumbá, Luciano Aguilar Leite, lembrando que o Estado está atendendo a uma antiga reivindicação dos pantaneiros ao licitar a implantação de 100 quilômetros da estrada MS-423, trecho que compreende a região da Serra da Alegria, limite de Corumbá com Rio Verde de Mato Grosso, até o centro da Nhecolândia. “Estamos pedindo agora a recuperação do acesso à Nhumirim (fazenda da Embrapa), pela MS-228.”

Assentamentos

As dificuldades para se chegar às pousadas, hotéis e pesqueiros sempre foi um dos fatores limitantes para o crescimento do turismo e comercializar os pacotes na Estrada-Parque, segundo os empresários do setor. Atualmente, o acesso nos 120 km da via estão em condições normais de tráfego, com o encascalhamento de parte do trecho – a obra está sub judice, por irregularidades apontadas pelo Ministério Público no governo anterior – e troca do madeiramento das pontes.

Segundo o chefe regional da Agesul em Corumbá, Luiz Mário Anache, o cronograma de serviços em infraestrutura para a região também contemplou a recuperação e manutenção de estradas vicinais de assentamentos rurais, Codrasa (Ladário) e o distrito de Albuquerque, onde o forte é o turismo de pesca.

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