Gilmar e Andréia Olarte conseguem liberdade, mas vão usar tornozeleiras

O juiz Roberto Ferreira Filho, da 1ª Vara Criminal, revogou as prisões preventivas do ex-prefeito de Campo Grande Gilmar Olarte e da mulher dele, Andréia Olarte. O despacho foi disponibilizado no site do Tribunal de Justiça do Estado (TJ-MS) na tarde desta terça-feira (27). Mas o casal terá que usar tornozeleiras eletrônicas em determinados horários. […]

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27 set 2016 Por G1 15h35
LIberdade foi concedida nesta terça-feira

LIberdade foi concedida nesta terça-feira

O juiz Roberto Ferreira Filho, da 1ª Vara Criminal, revogou as prisões preventivas do ex-prefeito de Campo Grande Gilmar Olarte e da mulher dele, Andréia Olarte. O despacho foi disponibilizado no site do Tribunal de Justiça do Estado (TJ-MS) na tarde desta terça-feira (27). Mas o casal terá que usar tornozeleiras eletrônicas em determinados horários.

Além de pagar fiança de R$ 14.960 (17 salários mínimos) cada um, eles terão que cumprir com as determinações que constam na decisão do magistrado. Não poderão se ausentar da cidade ou do país sem autorização da Justiça e estão proibidos de manter contato com outros denunciados na operação Pecúnia e com as testemunhas de acusação.

O juiz impôs ao casal o recolhimento domiciliar, com monitoração eletrônica. Gilmar e Andréia Olarte terão que permanecer integralmente na casa deles aos sábados, domingos e feriados e terão que usar tornozeleiras eletrônicas de segunda a sexta-feira, das 20h às 6h do dia seguinte, e das 20h de sexta até as 6h de segunda-feira.

O casal deverá ser solto só no fim da tarde, pois antes os advogados terão que pagar fiança. Gilmar e Andréia Olarte estão presos desde o dia 15, quando o Grupo Especial de Atuação Contra o Crime Organizado (Gaeco) realizou a operação Pecúnia. Foram denunciados por lavagem de dinheiro, associação criminosa e falsidade ideológica.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual (MP-MS), ao qual o Gaeco é vinculado, o casal Olarte teria usado dinheiro supostamente obtido por meio de corrupção na época em que era prefeito, comprando imóveis. No esquema, o corretor de imóveis Ivamil Rodrigues de Almeida era o responsável pela intermediação dos negócios.

E os imóveis eram registrados em nome do empresário Evandro Farinelli e da mulher dele, Christiane Farinelli. Ivanil e Evandro tiveram as prisões preventivas revogadas na segunda-feira. O juiz Roberto Ferreira Filho aplicou multa de R$ 10.560 (12 salários mínimos) para Ivamil e R$ 8.800 (10 salários mínimos) para Evandro Farinelli. Eles também estavam presos desde o dia 15 de agosto. Christiane não chegou a ser presa, mas foi denunciada.

Para Ivamil e Evandro, o juiz também impôs algumas medidas, como a de que não poderão deixar a cidade sem autorização da Justiça e de manterem contato com os outros denunciados. Ambos terão ainda, que comparecer todos os meses na 1ª Vara Criminal para comprovar as atividades que estão desenvolvendo.

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