Governo boliviano antecipa férias escolares devido à falta de água no país

Escolas devem encerrar ano letivo no próximo dia 30 de novembro

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22 nov 2016 Por Erik Silva 11h08
Falta de água afeta a população e vários setores essenciais / Fotos: El deber

Falta de água afeta a população e vários setores essenciais / Fotos: El deber

A crise ocasionada pela falta de água em diversas regiões da Bolívia, levou o governo de Evo Morales a tomar uma medida severa ligada diretamente ao setor educacional do país. Nesta segunda-feira (21) o ministro da educação Roberto Aguillar informou que as férias escolares deverão ser antecipadas nas cidades de La Paz, Sucre e Potosi.

As primeiras turmas deverão encerrar as atividades já no próximo dia 30 de novembro. Aguilar explicou que outras cidades atingidas pelo problema da falta de água, como Tarija e Cochabamba, também devem acabar com suas atividades escolares até 30 de novembro.

Outra decisão referente aos alunos, é que seja ampliado a tolerância para entrega de trabalhos e a realização de provas, ou seja, os estudantes poderão comparecer nas unidades apenas para realizar os exames e apresentação de trabalhos e posteriormente serão liberados para retornar as suas casas.

Governo decretou emergência

O presidente Evo Morales decretou estado de emergência devido à escassez de água no país com decreto contendo cinco artigos, a principal medida seria a liberação de recursos financeiros aos estados e municípios, para que sejam implementados projetos urgentes que permitam o acesso à água. Segundo Morales, o decreto também estabelece que as empresas e instituições devem ajudar no abastecimento de água à população, ele acrescentou que as empresas pagam uma taxa e  utilizam águas subterrâneas e uma porção não utilizada deve ir para o benefício da sociedade.

População formam filas em busca ao acesso de água

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