Idosa na BA pode ser a mais velha do mundo e deter recorde de longevidade

Mulher de 126 anos vive em abrigo, na cidade de Medeiros Neto. Dona Maria, que é de MG, foi deixada em abrigo há 10 anos.   A idosa Maria Gonçalves dos Santos, de 126 anos, que mora em um abrigo no município de Medeiros Neto, na região sul da Bahia, pode ser a mulher mais […]

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09 set 2016 Por G1 12h05

Mulher de 126 anos vive em abrigo, na cidade de Medeiros Neto.
Dona Maria, que é de MG, foi deixada em abrigo há 10 anos.

 

A idosa Maria Gonçalves dos Santos, de 126 anos, que mora em um abrigo no município de Medeiros Neto, na região sul da Bahia, pode ser a mulher mais velha do mundo atualmente e também a que viveu mais até hoje. Nascida em Salinas, cidade de Minas Gerais, no dia 24 de junho de 1890, ela foi deixada no abrigo por um filho adotivo há 20 anos.

Idosa de 126 anos mora em abrigo na Bahia (Foto: Reprodução/ TV Bahia)

Idosa de 126 anos mora em abrigo na Bahia. (Foto: Reprodução/ TV Bahia)

Maria tem dez anos a mais que a italiana Emma Morano, de 116 anos, que desde maio desse ano ocupa o cargo de mais velha do mundo, segundo o Guinness World Records, o “Livro dos Recordes”. Emma, que nasceu em 29 de novembro de 1899, passou a ocupar o posto após a morte da americana Susannah Mushatt Jones, de 116 anos, que era moradora de Nova York e ostentava título.
Dona Maria também desbanca a francesa Jeanne Louise Calment, que de acordo com o Guinness, detém o título de pessoa que mais tempo viveu em toda a história (ao menos comprovadamente): ela morreu em 1997, aos 122 anos e 164 dias de idade.
A família de dona Maria atualmente é formada por pessoas que convivem com ela no abrigo chamado de Lar dos Idosos São José. “Nós gostamos muito dela aqui. Eu tenho ela como uma irmã mesmo, tenho muito carinho por ela”, destaca a cuidadora Ana Fernandes.

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Idosa de 126 anos vive em abrigo na Bahia. (Foto: Reprodução / TV Bahia)

Sem andar há cerca de um ano, desde que perdeu a firmeza nas pernas, Maria passa a maior parte do tempo deitada na cama. A memória e lucidez também foram se perdendo ao longo do tempo, mas de uma coisa ela nunca esquece: dá hora de comer.

“Ela pede, ‘eu quero fruta’. Ela pede e a gente traz, descasca a laranja, ela chupa com a mão dela ainda, ela come a banana com a mão dela”, conta Vera Ferreira, cozinheira do Lar dos Idosos São José.

Apesar de ser querida por todos, dona Maria só permite a aproximação de poucas pessoas, entre elas o Padre Leônidas, queridinho da anciã. “Ela passa uma mensagem para nós, de que ainda se pode se esperar muito [da vida], ainda podemos nos surpreender muito do milagre da vida e do milagre do ser humano”, refletiu o padre.

Identidade de idosa de 126 anos que mora na Bahia (Foto: Reprodução/TV Santa Cruz)

 

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