Ladrão de veículos diz que entrou no crime ‘sem querer’ pelo WhatsApp

Depois de pelo menos dois roubos de camionetes na região central de Campo Grande, membro de uma quadrilha especializada foi preso no fim de outubro. Com a prisão, a Defurv (Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos) conseguiu identificar os outros quatro integrantes do grupo criminoso, entre eles um adolescente de 14 anos. Ronaldo […]

Comentar
Compartilhar
05 nov 2016 Por Midiamax 9h00
Ronaldo chegou a declarar que entrou no crime 'sem querer' e que conheceu os outros membros da quadrilha pelo WhatsApp.

Ronaldo chegou a declarar que entrou no crime ‘sem querer’ e que conheceu os outros membros da quadrilha pelo WhatsApp / Foto: Cleber Grilo

Depois de pelo menos dois roubos de camionetes na região central de Campo Grande, membro de uma quadrilha especializada foi preso no fim de outubro. Com a prisão, a Defurv (Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos) conseguiu identificar os outros quatro integrantes do grupo criminoso, entre eles um adolescente de 14 anos.

Ronaldo Ferreira Calisto, de 22 anos, vulgo ‘Neguinho’ foi preso na tarde do dia 21 de outubro, logo após cometer um roubo na Rua Pernambuco, um veículo Volkswagen Amarok. Policiais da 1ª Delegacia de Polícia Civil, comandadas pelo delegado Miguel Said, e do SIG (Serviço de Investigações Gerais) localizaram Ronaldo.

Dois dias antes de ser preso, no dia 19 de outubro, Ronaldo teria roubado às 14 horas uma camionete S-10 de uma mulher, de 37 anos, no estacionamento de uma clínica, na Rua 14 de Julho. “Um integrante da quadrilha levava Ronaldo e um comparsa até o local do crime. Ronaldo chegava a pé e abordava as vítimas com uma arma de fogo”, explica o delegado da Defurv, Gustavo Ferraris.

Ainda segundo o delegado, o comparsa aguardava nas proximidades, para observar qualquer movimentação ou chegada da polícia. Em depoimento, Ronaldo chegou a declarar que entrou no crime ‘sem querer’ e que conheceu os outros membros da quadrilha pelo WhatsApp.

A S-10 roubada no dia 19 chegou a ser levada ao Paraguai por Ronaldo e vendida. Já a Amarok foi localizada antes de sair da Capital. O valor da venda dos carros não foi revelado pelo autor. Ainda de acordo com Ronaldo, um dos integrantes da quadrilha, que também fornecia o armamento produzia placas falsas para os veículos roubados.

Os autores usavam um revólver e um simulacro de pistola durante os roubos. “Não tenho dúvidas de que a quadrilha tenha feito mais vítimas”, fala Ferraris. Pedidos de prisão e de apreensão foram feitos pelo delegado e os mandados devem ser expedidos nos próximos dias.

Eles vão responder por roubo qualificado, emprego de arma e associação criminosa. Ronaldo já teria passagens pela polícia.

https://www.youtube.com/embed/0XKWEpfeHF0

Colunas

Contraponto