Nasce 1º bebê por nova técnica de fertilização com ‘três pais’, diz revista

Cientistas anunciaram o nascimento do primeiro bebê no mundo com uma nova técnica de fertilização in vitro com “três pais”, segundo a revista “New Scientist”. O bebê Abrahim Hasan tem 5 meses e nasceu no México sob os cuidados da equipe do New Hope Fertility Center, de Nova York, ainda de acordo com a publicação. […]

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27 set 2016 Por G1 15h26
Novidade sobre 'bebê de três pais' saiu na revista 'New Sciwentist' (Foto: Reprodução/Twitter/New Scientist)

Novidade sobre ‘bebê de três pais’ saiu na revista ‘New Sciwentist’ (Foto: Reprodução/Twitter/New Scientist)

Cientistas anunciaram o nascimento do primeiro bebê no mundo com uma nova técnica de fertilização in vitro com “três pais”, segundo a revista “New Scientist”. O bebê Abrahim Hasan tem 5 meses e nasceu no México sob os cuidados da equipe do New Hope Fertility Center, de Nova York, ainda de acordo com a publicação. Uma outra técnica de fertilização com o DNA de três pessoas já foi utilizada de forma experimental no passado nos Estados Unidos, mas o método foi abandonado depois de recomendações de órgão regulatório (leia mais abaixo).

A fertilização in vitro que usa DNA de três pessoas — do pai, da mãe e de uma doadora — foi aprovada somente no Reino Unido até o momento. No caso de Abrahim, cujos pais são da Jordânia, o local escolhido para o nascimento foi o México porque, segundo o médico John Zhang, líder da equipe que realizou o procedimento, o país “não tem regras” a respeito desse tipo de técnica.

Essa técnica de fertilização é usada para prevenir as chamadas doenças mitocondriais, provocadas por defeitos genéticos transmitidos pela mãe. Ela consiste em utilizar o espermatozoide do pai, o óvulo da mãe e a mitocôndria de uma doadora. Por isso a criança é concebida com o DNA de três pessoas.

A mãe de Abrahim tem os genes para a síndrome de Leigh, distúrbio neurológico fatal que acomete bebês no primeiro ano de vida. Ela é saudável, mas pode transmitir a doença a seus filhos, o que levou à morte de seus primeiros bebês.

No caso de Abrahim, a técnica utilizada foi ligeiramente diferente daquela que é aprovada no Reino Unido. Isso porque a técnica britânica envolve o descarte de dois embriões, o que não foi aceito pelos pais, Ibtisam Shaban and Mahmoud Hassan, que são muçulmanos.

O feito, que será apresentado em outubro no Congresso Científico da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, foi recebido com entusiasmo pela comunidade científica, segundo a “New Scientist”.

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