Tenente que matou marido volta ao trabalho e investigação segue em aberto

Itamara e a filha estão recebendo pensão no valor do salário de Valdeni. O assassinato do major da Polícia Militar Valdeni Lopes Nogueira, de 40 anos, ocorreu há quase 80 dias e até agora o inquérito que apura o caso continua em aberto. A tenente-coronel Itamara Romeiro Nogueira, também de 40 anos, confessou que matou […]

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28 set 2016 Por Correio do Estado 10h18

Itamara e a filha estão recebendo pensão no valor do salário de Valdeni.

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Itamara responde processo em liberdade – Foto: Correio do Estado/Arquivo

O assassinato do major da Polícia Militar Valdeni Lopes Nogueira, de 40 anos, ocorreu há quase 80 dias e até agora o inquérito que apura o caso continua em aberto. A tenente-coronel Itamara Romeiro Nogueira, também de 40 anos, confessou que matou o marido, mas alega legítima defesa. Ela voltou ao trabalho que fazia antes do crime, no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).

Delegado Cláudio Graziani Zotto, adjunto da 7ª Delegacia de Polícia de Campo Grande, prefere não entrar em detalhes, embora tenha a definição sobre autoria e a hipótese de motivação, mas adianta que ainda aguarda resultado de laudo pericial da reprodução simulada, realizada no dia 18 de agosto na residência do casal, chegada de cartas precatórias e novos depoimentos de testemunhas.

A conclusão da investigação deve ocorrer nos próximos 15 dias, segundo o delegado. O Inquérito Policial Militar (IPM) também está sendo finalizado e fará parte do conjunto de provas.

Enquanto o caso segue indefinido, Itamara responde em liberdade. Ela encerrou o período de férias seguido de licença para tratamento médico, e voltou a trabalhar como ajudante de ordem do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ/MS), onde desempenha função administrativa.

De acordo com o advogado José Roberto Rodrigues da Rosa, ela está na casa dos pais juntamente com a filha de 13 anos, e mesmo assim passa por acompanhamento psicológico em razão do trauma emocional. No último dia 19, o Governo do Estado autorizou o pagamento de pensão por morte à tenente-coronel e à filha. O valor de R$ 19,5 mil será dividido igualmente entre as beneficiárias.

O CASO

A principal linha de investigação é de que Itamara tenha reagido à suposta agressão cometida pelo marido, e o matado a tiros. Os fatos ocorreram na tarde do dia 12 de julho, na casa onde eles viviam na Rua Brasil Central, no Bairro Santo Antônio.

A hipótese é de que o casal tenha se desentendido sobre uma uma viagem ao nordeste que fariam no dia seguinte, como forma de fortalecer o casamento estremecido em razão de constantes brigas, conforme relatado por testemunhas. Na ocasião, ela teria sido agredida e reagiu, atirando no marido enquanto ele iria buscar sua arma, supostamente para matá-la.

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