Testemunhas desmentem versão de compra de votos durante eleição municipal em Corumbá; afirma defesa de Ruiter

Justiça ouve testemunhas de defesa e acusação em processo eleitoral contra prefeito e vice eleitos em Corumbá

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28 nov 2016 Por Erik Silva 21h04
Reunião entre vereadores e juiz ocorreu nesta quinta-feira / Foto: Arquivo

Justiça ouviu testemunhas de defesa e acusação nesta segunda-feira / Foto: Arquivo

Corumbá (MS)- Foi realizado na tarde desta segunda-feira (28), a audiência de Instrução e julgamento para oitiva de testemunhas de defesa e acusação no processo eleitoral apresentado pelo Ministério Público Estadual contra o prefeito e vice-prefeito eleitos em Corumbá. O MPE pede a cassação do registro de candidatura, Cassação de diploma ou ainda a declaração de inelegibilidade de ambos os candidatos sob a acusação de abuso de poder econômico, uso indevido de meio de comunicação social e captação ilícita de sufrágio, popularmente conhecida como compra de votos.

De acordo com o advogado Valeriano Fontoura que representa o prefeito eleito Ruiter Cunha de Oliveira, o mesmo afirmou, logo após a audiência, que as testemunhas apresentadas desmentiram a versão apresentada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público através de investigação, de que teriam recebido algum tipo de benefício ou ainda orientadas a votarem nos candidatos eleitos, Ruiter Cunha e Marcelo Iunes.

“Felizmente a oitiva foi o momento da defesa, o momento em que nós podemos ouvir as testemunhas e essas testemunhas em especial aqueles ditos corrompidos, foram unanimes em afirmar que não houve por parte do Ruiter ou do Marcelo qualquer entrega de dinheiro  e de transporte em troca de votos, e elas foram muito além, afirmando que sequer conheciam o Ruiter nem o Marcelo. Até a audiência de hoje nós não tínhamos como contraditar esses depoimentos porque foram todos colhidos exclusivamente pela autoridade policial, foram colhidos dentro da delegacia de polícia sem que os advogados tivessem acesso, e o que podemos relatar hoje, graças a Deus, com o depoimento dessas testemunhas, é que o ocorrido não foi o que está relatado pela autoridade policial tampouco pela promotoria, o que houve e ficou demonstrado é que os depoimentos foram produzidos sem que de fato houvesse a veracidade dos fatos com eles”, afirmou o advogado.

Valeriano encerrou ainda contestando as testemunhas de acusação arroladas pela promotora do caso. “As testemunhas de acusação arroladas pela promotora foram todos policiais que teriam participado da investigação, ela não arrolou nenhum daqueles supostos eleitores que teriam confirmado na delegacia que teriam recebido algum tipo de vantagem em troca de votos, porque no que pese termos um rol de eleitores corrompidos, nenhum foi chamado pela acusação para confirmar os fatos”, encerrou

Presença dos Réus

Os advogados negaram também a versão apresentada por veículo de comunicação de que os acusados tivessem se ausentado da audiência mediante apresentação de atestado médico.

De acordo com Hugo Sabatel Neto, advogado de Marcelo Iunes, os trabalhos jurídicos realizados nesta audiência se concentraram na oitiva das testemunhas, tanto de defesa como de acusação. “A audiência ocorreu normalmente, foram ouvidas as testemunhas de defesa e de acusação, encerrou-se a instrução processual, o Ministério Público juntou uma documentação na qual foi aberto prazo de 48 horas para a defesa se manifestar”, reforçou o advogado.

Valeriano Fontoura, afirmou que tanto seu cliente como Marcelo Iunes, tinham pleno interesse em participarem da audiência, porém, a promotora que cuida do caso não teria solicitado a oitiva dos réus, e que por este motivo ambos ficaram impedidos de serem ouvidos. “Os réus queriam participar da audiência, mas eles não o fizeram, porque a promotora não pediu o depoimento deles, e na verdade, os réus só prestam depoimento se a parte contrária solicitar, então, a promotora não quis ouvi-los, e em virtude disso eles não puderam participar, apesar do pleno interesse, até porque, ninguém mais do que eles para dizer sobre essa armação toda que fizeram sobre eles”, afirmou.

Fontoura ainda chamou de mentira deslavada, a informação de que os acusados tivessem apresentado atestado médico para que deixassem de participar da audiência.

Segundo os advogados de Ruiter e Marcelo, após a apresentação da defesa e apreciação jurídica, será realizada as alegações finais e posteriormente o juiz deverá sentenciar o processo.

 

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